Comprada por US$ 50 em bazar de Minnesota, pintura assinada Elimar pode ser obra perdida de van gogh e já mobiliza peritos com valor acima de US$ 15 milhões

Achado por preço simbólico em 2019 nos Estados Unidos, um quadro com assinatura Elimar levanta suspeita de autoria de Van Gogh e dispara um processo de autenticação cuidadoso
Uma pintura comprada por apenas US$ 50 (cerca de R$ 290) em um bazar de Minnesota, em 2019, pode ser uma obra perdida de Vincent van Gogh. A peça, hoje estimada em mais de US$ 15 milhões (aproximadamente R$ 88 milhões), reacendeu o interesse de especialistas em autenticação de arte.
O quadro mostra um pescador de barba branca fumando um cachimbo enquanto conserta sua rede de pesca, com o mar azul ao fundo e uma faixa de areia deserta. No canto inferior direito, aparece a assinatura “Elimar”.
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Segundo o Wall Street Journal, a pintura foi adquirida inicialmente por um caçador de antiguidades e depois vendida à LMI Group International, empresa de Nova York conhecida por pesquisa de arte. Desde então, a companhia investiu mais de US$ 30 mil (cerca de R$ 175 mil) em estudos para esclarecer a autoria.
Entre os indícios discutidos por peritos está um fio de cabelo ruivo preso à tinta, detalhe que chamou atenção por remeter à imagem do próprio Van Gogh. A atribuição, no entanto, ainda não está concluída e a obra apelidada de “Elimar” segue sob análises rigorosas.
Como a pintura foi encontrada e por que a assinatura Elimar intriga especialistas
O quadro apareceu em uma caixa com outras peças durante uma venda de garagem em Minnesota, em 2019, e foi adquirido por um antiquário por um valor irrisório. A narrativa do achado, típica de descobertas fortuitas, impulsionou a investigação sobre a procedência da tela.
A presença da assinatura “Elimar” intriga porque não corresponde ao nome do artista holandês. Em casos de obras antigas, assinaturas divergentes podem indicar desde um pseudônimo até um erro de atribuição, o que exige checagem minuciosa de materiais, camadas de tinta e histórico de posse para afastar hipóteses de falsificação.
O que dizem os estudos de autenticação, da análise do fio de cabelo ruivo às avaliações de peritos
De acordo com informações publicadas pelo Wall Street Journal, a LMI Group International conduz testes e consultas com especialistas. A hipótese mais chamativa é o fio de cabelo ruivo supostamente incrustado na tinta, um vestígio físico que, se confirmado e datado corretamente, pode reforçar a atribuição, embora não seja prova definitiva por si só.
A investigação também considera a iconografia, o traço, a paleta cromática e a preparação da tela, comparando-os a padrões conhecidos de Van Gogh. Esses exames são complementados por análises técnicas, como estudo de pigmentos e estratigrafia, recursos comuns em autenticação.
Um dos nomes de maior peso na discussão é Maxwell Anderson, ex-curador do Metropolitan Museum of Art (Met), que acompanha a identificação da pintura. Em entrevista ao jornal americano, ele demonstrou cautela e curiosidade diante do caso.
Eu não estava 100% convencido, mas fiquei muito intrigado.
Até que haja consenso técnico, a obra continuará passando por avaliações especializadas de estudiosos de Van Gogh e por verificação documental. A expectativa é que a combinação de ciência de materiais e pareceres curatoriais traga maior clareza sobre a autoria.
Dados essenciais reunidos até agora
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Preço de compra | US$ 50 (aprox. R$ 290) |
| Valor estimado potencial | Mais de US$ 15 milhões (aprox. R$ 88 mi) |
| Investimento em estudos | Mais de US$ 30 mil (aprox. R$ 175 mil) |
| Ano e local do achado | 2019, Minnesota, Estados Unidos |
| Empresa envolvida | LMI Group International, Nova York |
Impacto no mercado de arte e próximos passos na validação da autoria
Se a autoria de Vincent van Gogh for confirmada, o salto de valor seria expressivo e o caso entraria para a lista de grandes redescobertas do mercado de arte. A narrativa do achado em bazar, aliada a exames técnicos, costuma atrair forte interesse de colecionadores e instituições.
Segundo as informações disponíveis, o caminho agora envolve aprofundar análises laboratoriais e submeter o dossiê a especialistas reconhecidos em Van Gogh. Esse processo demanda tempo, pois qualquer conclusão precipitada pode comprometer a credibilidade da peça e dos próprios avaliadores.
Enquanto isso, a obra “Elimar” permanece sob escrutínio, com a promessa de novas etapas de pesquisa e uma conclusão baseada em evidências materiais, comparativos estilísticos e histórico de proveniência. A cautela é a palavra de ordem em um caso que reúne chance, ciência e alta arte.
FAQ
1) Onde e quando o quadro foi encontrado? Foi localizado em 2019, em Minnesota, nos Estados Unidos, durante uma venda de garagem, dentro de uma caixa com outras pinturas.
2) Por que a obra pode ser de Van Gogh? Além de características visuais em análise, um fio de cabelo ruivo preso à tinta chamou atenção. Segundo o Wall Street Journal, peritos investigam o conjunto de evidências técnicas e históricas.
3) Quem está envolvido nos estudos? A LMI Group International, empresa de Nova York especializada em pesquisa de arte, financiou a investigação. O ex-curador do Met, Maxwell Anderson, acompanha a identificação.
4) Qual o valor estimado se a autoria for confirmada? A peça, comprada por US$ 50, pode superar US$ 15 milhões, segundo estimativas citadas na cobertura do caso.
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