Contas de luz em alta com o calor intenso, saiba a temperatura ideal do ar-condicionado para gelar bem e reduzir o consumo de energia sem perder conforto

OMS indica a faixa de 23 °C a 26 °C como referência segura de conforto térmico e economia, com ajustes finos conforme o ambiente e o número de pessoas
Com o calor mais presente no dia a dia, usar ar-condicionado virou rotina em casas e escritórios. O desafio é manter o ambiente fresco sem ver a fatura subir, equilibrando conforto térmico e economia de energia.
A boa prática não é colocar a menor temperatura possível, e sim ajustar o aparelho na faixa adequada. Quanto mais baixo o ajuste, maior o esforço do compressor e maior o consumo de energia.
Veja também
Em 24/01/2026 às 17:00, o tema ganhou relevância em conteúdo assinado por Renato Moura Jr. e, em 26/01/2026 às 17:38, recebeu atualização sob edição de Léo Müller, trazendo recomendações de referência e boas práticas para uso consciente.
Temperatura ideal do ar-condicionado, o que diz a OMS e por que isso economiza energia
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a temperatura do ar-condicionado deve ficar em torno de 23 °C a 26 °C para proporcionar conforto com consumo moderado. Essa faixa atende bem a ambientes residenciais e comerciais.
A lógica é simples e comprovada por especialistas em eficiência energética, conforme orientações amplamente adotadas: quanto mais fria a regulagem, mais o equipamento trabalha para retirar calor do ambiente. O resultado é maior gasto, desgaste acelerado do compressor e ciclos longos.
Temperaturas internas excessivamente baixas também podem causar incômodos, como ressecamento de vias respiratórias e sensação de frio exagerado. Em escritórios, isso tende a reduzir a sensação de bem-estar ao longo do dia.
Manter entre 23 °C e 25 °C costuma entregar o “ponto de equilíbrio” entre eficiência e conforto. Nessa faixa, o ar-condicionado atinge e mantém a meta térmica com menor esforço, evitando extremos como 18 °C, que elevam custos sem necessidade.
Como escolher a melhor faixa entre 23 °C e 26 °C, levando em conta ambiente e sensação térmica
Ambientes maiores, cheios e com sol direto podem pedir 23 °C ou 24 °C, enquanto cômodos pequenos, com boa vedação e pouca insolação, podem ficar bem em 24 °C a 26 °C. O ideal é começar em 24 °C e ajustar gradualmente em passos de 1 °C.
Evite “forçar” 18 °C na tentativa de gelar mais rápido. O aparelho não esfria de forma proporcional ao número no visor, mas sim conforme a carga térmica do local, e o ajuste muito baixo só aumenta o trabalho do sistema e a conta de luz.
| Temperatura ajustada | Efeito no consumo e conforto |
|---|---|
| 18 °C | Alto esforço do compressor, consumo elevado e risco de desconforto térmico |
| 22 °C | Conforto para ambientes quentes e cheios, com consumo acima do necessário em muitos casos |
| 24 °C | Equilíbrio típico entre conforto e economia, boa opção inicial |
| 26 °C | Maior economia de energia, adequado a ambientes bem vedados e com pouca insolação |
| 27–28 °C | Economia máxima, porém pode reduzir o conforto em dias de calor intenso |
Práticas simples para gastar menos energia com ar-condicionado, sem perder conforto
Refine o uso com hábitos que potencializam a eficiência. Fechar portas e janelas, vedar frestas e usar cortinas ou persianas para barrar o sol reduzem a carga térmica e ajudam o aparelho a manter a temperatura com menos esforço.
Mantenha os filtros limpos e faça manutenção periódica. Sujeira obstrui a passagem de ar e força o compressor, elevando o consumo de energia. Órgãos como Inmetro e programas de eficiência como o Selo Procel recomendam atenção rigorosa à limpeza e à instalação adequada.
Prefira modelos com tecnologia inverter, que modulam a velocidade do compressor e evitam picos de consumo. Em muitos cenários, o modo “auto”, “eco” ou “sleep” estabiliza o conforto com menor gasto ao longo das horas.
Use timers para desligar ou elevar 1 °C de madrugada, quando a temperatura ambiente cai. Combinar o ar-condicionado com um ventilador pode melhorar a distribuição do ar frio e permitir ajuste 1 °C acima sem perder conforto.
Em escritórios e áreas comuns, organizar o layout para afastar mesas de janelas ensolaradas e evitar fontes internas de calor também diminui a carga térmica. Pequenas mudanças somadas fazem grande diferença ao fim do mês.
Entre 23 °C e 25 °C está o equilíbrio prático para gelar bem e reduzir o gasto de energia no uso diário do ar-condicionado.
Dica rápida, comece em 24 °C e ajuste por 1 °C
Inicie em 24 °C e avalie a sensação térmica por 15 a 20 minutos. Se necessário, desça para 23 °C ou suba para 25 °C conforme o conforto.
Ajustes de 1 °C evitam desperdícios e ajudam a encontrar o ponto ideal do seu ambiente sem exageros.
Resumo prático, quando usar 24 °C e quando subir ou descer um grau
Use 24 °C como ponto de partida universal. Em locais com muita gente, eletrodomésticos ligados ou sol direto, 23 °C pode ser melhor; em quartos bem vedados à noite, 25 °C a 26 °C tendem a bastar.
Lembre que a referência de 23 °C a 26 °C vem da OMS e equilibra conforto e eficiência energética. Adapte ao seu espaço e aos hábitos de uso, priorizando manutenção, vedação e modos de operação que poupam energia.
FAQ
1) Qual é a temperatura ideal para o ar-condicionado gelar sem gastar muita energia?
Segundo a OMS, a faixa de 23 °C a 26 °C entrega conforto com consumo moderado. Na prática, 23 °C a 25 °C costuma ser o melhor equilíbrio no dia a dia.
2) Colocar em 18 °C gela mais rápido e economiza?
Não. Temperaturas muito baixas aumentam o esforço do compressor e elevam o consumo de energia, sem acelerar de forma eficiente o resfriamento do ambiente.
3) O que considerar para escolher entre 23 °C, 24 °C, 25 °C ou 26 °C?
Tamanho do cômodo, quantidade de pessoas, insolação e vedação. Comece em 24 °C e ajuste em passos de 1 °C conforme a sensação térmica.
4) Quais hábitos ajudam a reduzir a conta sem perder conforto?
Vedação de portas e janelas, cortinas contra o sol, filtros limpos, uso de modos auto ou sleep, timers e preferência por modelos com tecnologia inverter e Selo Procel.
Sobre o Autor