Óvni esférico mergulha no oceano e é filmado pela marinha dos EUA, caso de 2019 perto de San Diego entra em análise oficial da UAPTF e reforça pressão por transparência

Registro naval mostra objeto esférico voando por mais de uma hora e mergulhando no Pacífico, com confirmação do Pentágono sobre a autenticidade das imagens
Um vídeo captado em 15 de julho de 2019 a bordo do navio americano USS Omaha registra um objeto esférico voando sobre o mar e, em seguida, mergulhando no oceano perto da costa de San Diego. As imagens vieram a público em 14 de maio, divulgadas pelo cineasta Jeremy Corbell, conhecido por documentários sobre objetos voadores não identificados.
Segundo Corbell, o clipe foi gravado no Centro de Informações de Combate do navio, por volta das 23h (horário local). O objeto teria sido acompanhado por mais de uma hora e, após sua entrada na água, nenhum destroço foi encontrado na área de impacto, mesmo após buscas direcionadas.
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A porta-voz do Pentágono, Susan Gough, confirmou que a Marinha dos Estados Unidos capturou as imagens publicadas. De acordo com o site The Debrief, ela informou por e-mail que o material integra análises em curso na Força-Tarefa de Fenômenos Aéreos Não Identificados (UAPTF), ligada ao Escritório de Inteligência Naval.
O cineasta descreveu o objeto como parte de uma série de registros de veículos transmédios, capazes de operar no ar e na água. Corbell também divulgou que fotos do mesmo caso foram incluídas em um relatório de inteligência da UAPTF, liberado em 1º de maio.
O que mostram as imagens e os dados do navio, do voo ao mergulho no mar
No vídeo, uma “bolha” escura e redonda surge acima do horizonte e se movimenta lateralmente, dentro da mira de um monitor tático. Ouve-se a reação de tripulantes enquanto o objeto mantém trajetória controlada e, ao final, desaparece ao mergulhar no oceano, sem explosão visível.
Imagens de radar associadas ao evento, citadas por Corbell, indicam uma estrutura sólida com cerca de 2 metros de diâmetro, deslocando-se entre 74 e 254 km/h. O acompanhamento teria durado mais de 1 hora, até a esfera sumir sob as ondas.
Após o mergulho, um submarino foi mobilizado para buscar evidências físicas, mas nada foi recuperado na área estimada de contato com a água. A ausência de detritos e a duração do voo chamaram a atenção dos analistas.
| Aspecto do caso | Informação reportada |
|---|---|
| Data e local | 15 de julho de 2019, próximo à costa de San Diego |
| Plataforma | USS Omaha, Centro de Informações de Combate |
| Tamanho e velocidade | ~2 m de diâmetro, 74 a 254 km/h |
| Duração do voo | Mais de 1 hora |
| Recuperação de destroços | Nenhuma evidência encontrada após buscas |
O que diz o Pentágono e a UAPTF, confirmação do vídeo e investigação em andamento
De acordo com Susan Gough, as imagens compartilhadas por Corbell foram capturadas pela Marinha e integram exames oficiais conduzidos pela UAPTF. A confirmação recai sobre a autenticidade do registro, mas sem detalhar origem, natureza ou tecnologia envolvida no objeto filmado.
Segundo o The Debrief, o Pentágono não comentou outros pormenores citados por Corbell. Até aqui, o caso do USS Omaha permanece classificado como fenômeno aéreo não identificado, sem conclusão pública.
“Um submarino foi usado na busca e não recuperou nada.” — Jeremy Corbell
Contexto de documentos e relatórios, de arquivos da CIA ao calendário de novas revelações
O episódio ganhou relevância por ocorrer em meio a um movimento de maior transparência sobre UAPs/OVNIs nos Estados Unidos. Segundo o site Live Science, um novo relatório do governo sobre avistamentos estava agendado para junho, alimentando expectativas por atualizações oficiais.
Paralelamente, o governo liberou décadas de registros que antes eram secretos. Um novo arquivo on-line reúne mais de 2,7 mil páginas de documentos da CIA, muitos datados da década de 1980, obtidos via a Lei de Liberdade de Informação.
De acordo com o repositório The Black Vault, mantido por John Greenwald Jr., esse conjunto foi publicado em janeiro em formato PDF, permitindo consultas públicas mais amplas e uma visão histórica sobre relatos, análises e correspondências internas.
Esse pano de fundo documental oferece contexto para entender por que casos como o do USS Omaha atraem escrutínio. Ao mesmo tempo, reforça a necessidade de padrões de coleta e divulgação mais consistentes.
Enquanto a UAPTF avalia evidências técnicas, especialistas cobram metadados completos, dados de múltiplos sensores e protocolos comparáveis entre incidentes para reduzir ambiguidades e excluir hipóteses convencionais.
O que são veículos transmédios
O termo refere-se a plataformas capazes de operar entre diferentes meios, como ar e água, mantendo controle e desempenho na transição entre eles. No caso analisado, o objeto teria voado e depois mergulhado sem impacto aparente, encaixando-se nessa descrição funcional.
Até agora, não há identificação pública do artefato observado pelo USS Omaha, tampouco indícios de recuperação de material que permitam confirmar se se trata de tecnologia conhecida, experimental ou outra classe de fenômeno.
O que falta esclarecer, próximos passos e por que o caso importa
Persistem questões-chave: a fonte de propulsão, o controle de voo em baixa assinatura, a transição ar-água e a inexistência de detritos. Sem dados completos de radar, infravermelho, acústica e telemetria, a investigação permanece aberta.
Segundo Corbell, as imagens não são classificadas, e fotos do evento figuraram em um relatório da UAPTF divulgado em 1º de maio. Caso novos dados surjam, o incidente pode se tornar um estudo de referência para métricas e métodos de análise de UAPs.
Para a comunidade de defesa e ciência, cada caso com múltiplos sensores e confirmação institucional é valioso. Ele ajuda a filtrar ruído, orientar políticas de reporte e aprimorar a distinção entre fenômenos naturais, artefatos tecnológicos e eventos ainda sem explicação.
FAQ
- 1) Quando e onde o óvni esférico foi filmado? O registro ocorreu em 15 de julho de 2019, por volta das 23h, a partir do USS Omaha, próximo à costa de San Diego.
- 2) Quais dados técnicos foram observados? O objeto teria cerca de 2 metros de diâmetro, velocidade entre 74 e 254 km/h e voo superior a 1 hora, antes de mergulhar no oceano.
- 3) O Pentágono confirmou a autenticidade do vídeo? Sim. Segundo a porta-voz Susan Gough, as imagens foram capturadas pela Marinha e estão sob análise da UAPTF.
- 4) Houve recuperação de destroços? Não. De acordo com Jeremy Corbell, até com uso de submarino, nenhuma evidência física foi recuperada na área de queda.
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